10 filmes inspiradores sobre o câncer

A luta contra o câncer é um momento desafiador na vida de qualquer pessoa. O cinema retrata histórias inspiradoras como forma de gerar reflexão sobre a doença para dentro de casa.

Esses filmes abordam, de forma totalmente sensível e delicada, o câncer na vida de crianças e adultos — alguns baseados em fatos reais e outros roteirizados como uma excelente história de ficção.

Filmes sobre o câncer podem nos ajudar a ver a doença de uma outra forma, tirando o tabu da palavra e deixando mensagens de esperança e aprendizado.

Devido à importância desse assunto, separamos neste artigo os 10 filmes mais inspiradores sobre o câncer para você assistir e refletir sobre eles. Continue a leitura!

FilmeGênero PrincipalClassificaçãoTemática Central
Antes de PartirComédia Dramática12 anosAmizade e Lista de Desejos
Cartas para DeusDrama ReligiosoLivreFé e Esperança Infantil
Laços de TernuraDrama Familiar14 anosReaproximação Mãe e Filha
Um Amor para RecordarRomance/Drama12 anosPaixão e Superação
Uma Chance para ViverDrama Médico12 anosPesquisa e Esperança
Uma Prova de AmorDrama Familiar12 anosÉtica e Conflito Familiar
Um Amor VerdadeiroDrama Familiar12 anosLições sobre a Vida
Doce NovembroDrama Romântico12 anosMudança de Estilo de Vida
A Culpa é das EstrelasRomance Jovem12 anosAmor na Adolescência
Lado a LadoDrama Familiar12 anosImportância da Família

 

Os melhores filmes sobre o câncer

1. Antes de Partir (2007)

Não dá para começar a nossa lista de filmes sobre o câncer sem retratar o clássico Antes de Partir, um filme de Rob Reiner lançado em dezembro de 2007 nos Estados Unidos.

A obra conta a história de dois pacientes terminais em um mesmo quarto de hospital com ideologias e histórias completamente distintas. Pensando em aproveitar cada último minuto, ambos viajam pelo mundo para realizarem os seus últimos desejos.

Confira a sinopse do filme:

“O bilionário Edward Cole e o mecânico Carter Chambers são dois pacientes terminais em um mesmo quarto de hospital. Quando se conhecem, resolvem escrever uma lista das coisas que desejam fazer antes de morrerem e fogem do hospital para realizá-las.”

 

 

2. Cartas para Deus (2010)

Como citamos anteriormente, os filmes sobre o câncer também retratam a história da doença em crianças, como é o caso da obra Cartas para Deus, do diretor David Nixon.

No filme, o personagem Tyler Doherty (Tanner Maguire) de oito anos possui câncer e escreve diariamente cartas para Deus, que influencia não só a sua vida, como também a de pessoas próximas. A obra é inspirada em uma história real.

“Um menino de apenas oito anos de idade tem câncer e escreve suas orações em cartas para seu amigo Deus. Buscando um sentido na vida, um carteiro encontra as orações do garoto e resolve ajudá-lo a mudar o destino de todos ao seu redor.”

 

 

3. Laços de Ternura (1983)

A obra do diretor James L. Brooks conta a história da viúva Aurora e sua filha Emma, que possuem uma relação difícil entre mãe e filha. 

Depois de um diagnóstico de câncer, as duas se reaproximam e passam a enfrentar juntas a doença. 

O filme levou o Oscar de 1984 de Melhor Filme e rendeu à equipe o Oscar de Melhor Atriz (Shirley MacLaine), Melhor Ator Coadjuvante (Jack Nicholson) e Melhor Roteiro Adaptado.

Veja a sinopse:

“Enquanto a viúva Aurora dribla seus admiradores, a filha Emma enfrenta o lado duro da vida de casada. Ela descobre que o marido de sua professora está tendo um caso com um dos estudantes. Mas uma surpresa ainda maior a aguarda depois de uma consulta médica de rotina.”

 

 

4. Um Amor para Recordar (2002)

A obra baseada no homônimo (1999) do escritor Nicholas Sparks conta uma história comovente sobre o câncer, onde o garoto popular da escola Landon Carter (Shane West) recebe uma punição e é obrigado a participar de uma peça de teatro.

Entre os participantes da peça, ele conhece Jamie Sullivan, que vive uma vida totalmente contrária à de Landon e faz de tudo para eles não se apaixonarem.

“Um jovem delinquente do ensino médio é obrigado a ser o tutor de uma escola de baixa renda. Lá, ele se apaixona pela filha do pastor e vive uma paixão cheia de diferenças e surpresas.”

 

um amor para recordar

 

5. Uma Chance para Viver (2008)

Um médico desenvolve uma droga experimental como um possível tratamento contra o câncer de mama. Ao lado da ajuda de amigos e filantropos, Dr. Dennis Slamon continua a aperfeiçoar o tratamento, que não funciona em todos os casos.

“Dennis Slamon trabalha com uma droga chamada Herceptin na tentativa de descobrir a cura para o câncer de mama. Ele arrecada fundos para sua pesquisa e recruta voluntários para testes clínicos, que trazem esperança a milhares de pacientes.”

 

 

Leia também: 14 filmes sobre câncer de mama para assistir e se conscientizar

 

6. Uma Prova de Amor (2009)

Outro filme sobre o câncer que retrata a doença em crianças é a produção norte-americana Uma Prova de Amor, do diretor Nick Cassavetes.

O filme conta a história de Anna, uma criança que foi concebida para ajudar a salvar a sua irmã Kate, que tem leucemia e possui poucos anos de vida. Cansada dos procedimentos médicos aos quais é submetida, Anna enfrenta os pais para lutar por emancipação.

“Anna Fitzgerald foi concebida para ajudar a salvar sua irmã doente. Em seu pouco tempo de vida, ela já passou por várias cirurgias na tentativa de curá-la. Agora, Anna leva seus pais ao tribunal, pois quer ser emancipada.”

 

 

7. Um Amor Verdadeiro (1998)

Esse filme sobre o câncer conta a história da família do jornalista George Gulden e sua esposa, Kate, que é diagnosticada com a doença. Depois da grande revelação, toda a família passa a intervir no relacionamento e acaba aprendendo várias lições sobre a vida.

“A escritora Ellen Gulden é filha de um dos mais respeitados jornalistas americanos, George Gulden, que tem dificuldade de demonstrar seu amor, e de Kate Gulden, que é totalmente aberta. Quando a mãe é diagnosticada com câncer, Ellen precisa intervir e acabará aprendendo mais sobre si mesma e sua família e a idiossincrasia do estilo de vida.”

 

um amor verdadeiro

 

8. Doce Novembro (2001)

O drama romântico de 2001 conta a história de Sara Deever (Charlize Theron), uma mulher sensível e carismática, e Nelson Moss (Keanu Reeves), um homem insensível e materialista.

Depois do primeiro encontro, a vida dos dois nunca mais será a mesma. Então, confira a sinopse:

“Nelson é publicitário em São Francisco. Um dia ele conhece Sara, que é muito diferente de todas as outras mulheres em sua vida. Ambos concordam em se relacionar durante um mês, a título de experiência. Aquele novembro mudará suas vidas.”

 

 

9. A Culpa é das Estrelas (2014)

Esse filme sobre o câncer fez sucesso mundial contando a história dos adolescentes Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) e Augustus Waters (Ansel Elgort) que se apaixonam e, juntos, viajam para Amsterdã para grandes descobertas.

“Hazel Grace Lancaster e Augustus Waters são dois adolescentes que se conhecem em um grupo de apoio para pacientes com câncer. Por causa da doença, Hazel sempre descartou a ideia de se envolver amorosamente, mas acaba cedendo ao se apaixonar por Augustus. Juntos, eles viajam para Amsterdã, onde embarcam em uma jornada inesquecível.”

 

 

10. Lado a Lado (1998)

A obra do diretor Chris Columbus conta a história da madrasta que faz tudo para agradar os filhos do seu novo namorado, uma jovem de doze anos e um garoto de sete.

Depois de inúmeras tentativas e conflitos familiares, a notícia sobre o câncer em um dos integrantes provoca mágoas e arrependimentos, ensinando todos sobre o amor e a importância da família.

“Uma jovem de doze anos e um garoto de sete, filhos de um casal separado, não aceitam a nova namorada de seu pai, uma bela e renomada fotógrafa de Nova York. O garoto ainda tolera a situação, mas a adolescente não se conforma com a separação e com fato de seu pai e a namorada viverem juntos, pois isso significa que as chances de reconciliação com sua mãe se tornam quase nulas. No entanto, uma notícia inesperada muda a relação entre os familiares.”

 

 

O que achou da lista de filmes inspiradores sobre o câncer?

Compartilhe as sugestões nas suas redes sociais. Se você sentiu falta de alguma obra, escreva-a nos comentários!

 

Impulso.tv #2: Abertura Homemade

Homemade é o primeiro projeto autoral para televisão da Impulso. O episódio piloto está em fase de finalização e quem assina a criação da vinheta de abertura é nosso Editor/Motion/Rockstar , Daniel Morais, o Madão. Confira no video bem humorado como foi o processo de criação, as pausas para o café e a trilha de péssimo gosto que embalou o trabalho do editor durante dias e mais dias navegando entre keyframes, cafés, lanchinhos e Metal pesado no Spotify.

Impulso.tv #3: Oscar 2016

Aproveitamos os embalos do Oscar e convidamos nossos amigos Marco Victor (Jornada Geek) e Júlio Black (Tribuna de Minas) para comentarem os vencedores do grande prêmio do cinema mundial. O resultado dessa experiência foi a impulso.tv #3: um piloto descontraído, com informação de sobra e algumas mancadas, porque ninguém é de ferro.

Homemade: o novo projeto da Impulso

Após um longo período de concepção de conteúdo, testes, captação e muita água na boca, apresentamos para vocês o primeiro projeto autoral da produtora de vídeo Impulso voltado para televisão: o Homemade!

Encabeçado pelo nosso parceiro, chefe Leandro Monteiro, o boss dessa jornada gastronômica, o reality acompanha o dia-a-dia de um grupo de chefs de cozinha que preparam os mais diversos pratos, ao vivo, na casa dos anfitriões. A cada episódio um desafio novo e ousado leva os chefs a se virarem para atender o desejo dos clientes. Um programa onde tudo é verdade. A rotina dos profissionais, os acertos, mancadas, e claro, os temperos-chave da culinária de cada um. Até a equipe da Impulso entra em cena para beliscar vez ou outra.

 

Leandro Monteiro comanda o time de chefs do Homemade.

Da culinária oriental, passando pela comida mineira, o mais deliciosos doces até os melhores cortes e comidas exóticas: não existe tempo ruim, nem prato que não possa ser executado pelo time de chefes. Ficou curioso ? Confira o primeiro teaser do HomeMade:

Além das dicas e bom humor da equipe do Chef Leandro Monteiro, contamos com a galera da House Criação na moderna concepção visual do programa. A tipografia exclusiva para a logo foi feita a pincel em folhas brancas e dá o toque artesanal que o programa tem. “Uma logo feito à mão para um reality show feito em casa”, brinca Pablo Rosa da House Criação. “Desenhamos tambem uma série de ícones referentes ao universo da culinária para compor com a identidade, que usa uma paleta de cores quentes. Tudo cria uma boa harmonia e contraste”, completa. A House Criação assina também o material gráfico promocional do programa

Estudo de logomarca criado a mão pela House Criação.
Material promocional do programa.

Quem comanda a edição do programa é Daniel Morais, o Madão, prata da casa. Além da montagem do episódio piloto, Madão ficou responsável por dar vida a identidade visual do programa. “Os próprios elementos já te dão algumas ideias e pistas de como você pode trabalhar a animação. A partir da tipografia, formas e cores foi possível criar uma animação que acrescentasse ainda mais a identidade criada e que contribuisse ainda mais com a essência do programa”, afirma nosso pupilo.

O piloto da temporada – em fase de finalização – fica pronto no finzinho do mês e entra em fase de comercialização e negociação a partir de fevereiro. Enquanto o Homemada não chega nas telinhas, confira o Impulso.tv #2, com os bastidores da criação da abertura do programa e siga os chefs que protagonizam o primeiro episódio:

Leandro Monteiro – O Boss do home made

Charles Severo – O Ninja da culinária oriental

Bernardo Vetere – O menino prodígio

Cinema na escola: lei determina a exibição de filmes nacionais

O cinema na escola é uma estratégia para ampliar o repertório cultural dos alunos, estimular a criatividade e facilitar o ensino de disciplinas como Português, Literatura, História e Geografia.

A importância disso fez com que o Ministério da Educação incluísse um item específico na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para fomentar a formação de público para o cinema nacional, bem como utilizá-lo como instrumento de ensino.

A lei nº 13.006, de 2014, inclui filmes nacionais dentro do currículo das escolas públicas brasileiras, que agora são obrigadas a exibir produções nacionais por, pelo menos, duas horas mensais em sua grade curricular.

Para esclarecer essa iniciativa, entrevistamos o Pesquisador de Cinema e Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, Cristiano Rodrigues. Confira!

Entrevista com o professor e cineasta Cristiano Rodrigues

Cristiano Rodrigues, professor e cineasta, falando sobre o cinema na escola
Professor Cristiano Rodrigues, pesquisador de Cinema e Educação da UFJF, fala sobre a lei que fomenta o cinema na escola.

Impulso: Quais os benefícios a Lei nº 13.006, que formaliza o cinema na escola, traz para o audiovisual brasileiro?

Cristiano Rodrigues: Qualquer forma de arte, comunicação e expressão só se completa no encontro com o seu outro, ou seja, o público, as pessoas.

No caso do audiovisual,  nossa produção televisiva – e agora a internet – não tem ruídos e sinapses nessa comunicação: ela é direta, precisa e eficiente.

Os brasileiros são muito “imagéticos”. Porém, com o nosso cinema a história é outra, os filmes têm muita dificuldade de chegar até as pessoas e assim criam “lendas” do tipo: “O cinema brasileiro é muito chato”, “o som do cinema brasileiro é ruim” e/ou “o Brasil não sabe fazer musical”.

Entretanto, o que acontece realmente é que as “Majors” (grande distribuidoras de cinema – principalmente americano) compram nossos queridos homens públicos para que com suas leis e estratégias garantam que os espaços de exibição (salas de cinema e programação das TVs) continuem privilegiando seus produtos.  Seria ótimo não precisar da lei para fomentar o consumo de filmes nacionais, mas nessa conjuntura é fundamental ter o nosso cinema participando na educação de nossas crianças e adolescentes. Só assim o audiovisual brasileiro terá encontros com seu público e poderá crescer em volume de obras, diversificação de temas, formatos e gêneros, além de aprimoramento artístico, técnico e criativo. Quem sabe, assim, um dia nossas imagens vão cruzar o mundo, como a nossa música já faz com tanta glória?

IMP: A iniciativa do cinema na escola é capaz de formar um novo público para as produções nacionais?

CR: A ideia é exatamente essa: formar público. Mas nisso, há também um pequeno incômodo, pois mira o nosso cinema de uma perspectiva muito “comercial” demais. No entanto, além de pensar em formar público apenas, a iniciativa pública deveria pensar também em formar pessoas. É necessário formar pessoas que se emocionam no cinema, mais diretores de arte, preparadores de elenco, técnicos de áudio e fotógrafos.

IMP: A lei é capaz de aumentar a demanda por produções nacionais?

CR: Com certeza. A lei é capaz de estimular uma geração que irá criar o hábito de ir ao cinema ver filmes nacionais.

Ao gostar desses filmes, eles virarão assuntos recorrentes na fila do banco, na escola, na igreja e mais. Dessa forma, a lei é uma forma de possibilitar que os nossos filmes criem ideias, formem concepções, participem mais no cotidiano de nossas emoções e nos ajudem a refletir sobre questões sociais do país e do mundo, com nossas peculiaridades e refinamentos.

IMP: A lei está sendo, de fato, aplicada? O que falta, em termos de regularização, para a aplicação?

CR: A lei, como a maioria delas no nosso país, vai sendo arrastada por uns, tentada por outros e ignorada pela maioria.  Mas o conforto é que os que vêm tentando aplicá-la andam fazendo um trabalho com muito afeto e afinco.  Assim, vem se multiplicando projetos e trabalhos de professores e pesquisadores pelo país.

IMP: Como deve ser a abordagem com relação à exibição dos filmes nacionais, para que a lei seja bem utilizada?

CR: Acredito nas abordagens mais amplas, abertas e arejadas possíveis.

Penso que o cinema deve entrar por todas as frestas e arestas da escola. Isso significa passar filmes, deixar filmes disponíveis na biblioteca, nos computadores, celulares e onde mais se possa ver.

E quais filmes seriam? Penso que todos desejados pelas pessoas, com habilidade e cuidado para que não criem repulsa, mas sim seduzam.

É necessário deixar a fala solta sobre os sentidos que os alunos e professores possam construir a partir dos filmes.

IMP: Como integrar os filmes dentro de propostas pedagógicas que dialoguem com outras disciplinas escolares?

CR: Todo filme, a princípio, coloca em diálogo saberes e sentidos de diferentes áreas do conhecimento. Por sua própria natureza, o cinema é Técnica e Arte. Em si, ele já traz o diálogo das disciplinas. É só tentarmos nos abrir para esse diálogo!

Cinema na escola em outros países

As iniciativas que buscam inserir o cinema na escola não são exclusividade do Brasil. A Argentina lançou o programa “Escola vai ao cinema”, que insere os filmes como parte do currículo das escolas infantis. As crianças são levadas ao cinema para assistir às obras produzidas no país e têm aulas sobre o histórico e a crítica cinematográfica nacional.

O projeto é inspirado no modelo francês, o École au cinema, implantando na França em 1989, com o objetivo de valorizar a produção nacional.  Desde então, o mercado cinematográfico francês cresceu ainda mais e se firmou como um dos mais importantes da Europa. A expectativa é que a boa experiência se repita tanto na Argentina quanto no Brasil.

Cinema na escola em outros paises

São apostilas com atividades sugeridas relacionadas a diversos filmes brasileiros, para Ensino Fundamental I, II e Ensino Médio.

Os filmes nacionais dão subsídios para trabalhar inúmeros conteúdos na sala de aula e estimulam debates. Cinema na escola sempre foi necessidade e, agora, é lei.

Se você curtiu a entrevista com o professor Cristiano Rodrigues sobre cinema na escola, vá para o topo da página e compartilhe este artigo nas suas redes sociais!